Copa Feminina 2027

Brasil receberá Copa do Mundo Feminina de 2027: entenda como foi a escolha

A competição terá jogos em oito cidades-sede brasileiras

Por Luisa Paz
Seleção brasileira na Copa do Mundo feminina, em 2023 - (Foto: Thais Magalhães / CBF)
Seleção brasileira na Copa do Mundo feminina, em 2023 - (Foto: Thais Magalhães / CBF)

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil após nove edições disputadas em outros continentes. A partida de abertura acontecerá em 24 de junho de 2027 (quinta-feira), já a final do campeonato no domingo, 25 de julho. A decisão das datas foi anunciada em 2024, depois de uma reunião do conselho técnico da entidade, em Zurique, na Suíça. O torneio contará com 32 seleções: seis vagas para a Ásia, quatro para a África, quatro  para a América do Norte e Central, quatro para a América do Sul, uma para a Oceania e 11 vagas para a Europa. As outras três serão decididas por meio de um Torneio de Classificação.

Onde acontecerão os jogos


Os jogos do torneio serão divididos em oito cidades diferentes: Belo Horizonte (Estádio Mineirão), Brasília (Estádio Nacional), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre (Estádio Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Neo Química Arena), segundo a Fifa.

O anúncio foi feito em 7 de maio de 2025, pelo presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, em sua conta no Instagram. Segundo ele, a escolha foi difícil e todas as candidaturas apresentaram um nível excepcional. “Uma jornada empolgante e inesquecível nos espera e, com o futebol feminino se unindo pela primeira vez na América do Sul graças ao Brasil”, comenta o presidente. 

Após a divulgação das cidades escolhidas, serão promovidas ações comemorativas, como a iluminação de monumentos e atrações turísticas, coletivas de imprensa, campanhas nas redes sociais, eventos nos estádios e a participação de atletas e autoridades locais, além de outras iniciativas voltadas à valorização do esporte. 

Na última segunda (8), o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, se reuniu com Gianni, em Miami, nos Estados Unidos, para a entrega do marco regulatório completo da competição, documento sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida reúne as garantias legais e institucionais necessárias para a realização da competição no Brasil, representando mais um passo importante na preparação do país para receber o evento. 

Já na sexta-feira (5), a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 (Secopa), Débora Garcia, acompanhada pela equipe técnica do órgão, esteve em Belo Horizonte representando Porto Alegre. Durante a agenda, foram debatidas estratégias e projetos ligados à realização do torneio, com foco na promoção do esporte, no fortalecimento da participação das mulheres e na criação de oportunidades para as comunidades a partir da Copa do Mundo. 

Por que o Brasil foi escolhido?

Disputada a cada quatro anos, a Copa do Mundo Feminina teve sua primeira edição em 1991, na China, onde os Estados Unidos conquistaram o título ao vencer a Noruega na final. Ao longo de sua história, o torneio foi sediado por sete países diferentes e contou com cinco campeões: Estados Unidos, com quatro títulos, Alemanha, bicampeã, além de Noruega, Japão e Espanha, vencedora da edição mais recente. Em maio de 2024, o Brasil superou a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda, garantido o direito de receber, pela primeira vez, a principal competição do futebol feminino mundial. 

A candidatura venceu por 119 votos a 78 durante o Congresso da Fifa, realizado em Bangkok, na Tailândia. Vale ressaltar que, o Brasil já havia superado seus concorrentes na avaliação técnica. No relatório divulgado pela Fifa em 2024, a candidatura brasileira recebeu nota 4 (em uma escala de 1 a 5), superando os 3,7 pontos obtidos pela proposta europeia. Entre os aspectos que contribuíram para a melhor avaliação do Brasil estiveram a qualidade da infraestrutura dos estádios, a rede de hospedagem disponível e os espaços destinados à realização do Fan Festival (evento gratuito e aberto ao público nas cidades-sede do campeonato).

Recorde de participação

Presente em todas as nove edições da Copa do Mundo Feminina até aqui, o Brasil chegará ao seu décimo Mundial consecutivo em 2027. A mesma marca poderá ser alcançada por Alemanha, Estados Unidos, Japão, Nigéria, Noruega e Suécia. No histórico individual, a ex-volante brasileira Formiga lidera o ranking de participações, com sete Copas disputadas, enquanto a zagueira nigeriana Onome Ebi e a atacante Marta acumulam seis aparições cada.

Faltando pouco mais de um ano para a competição, os preparativos seguem em andamento nas cidades escolhidas. A Copa do Mundo Feminina de 2027 promete ser um marco para o futebol feminino brasileiro e para a expansão da modalidade em toda a América do Sul.