Copa 2026

Histórias para acompanhar durante a Copa do Mundo

Fernanda Gentil, Everaldo Marques e Galvão Bueno protagonizam narrativas que prometem marcar a cobertura da Copa de 2026 dentro e fora de campo.

Por Gustavo Wendler
Galvão Bueno é o mais novo sócio da N Sports e  a cara das transmissões da copa do Mundo da emissora junto com a SBT (Imagem: N Sports)
Galvão Bueno é o mais novo sócio da N Sports e a cara das transmissões da copa do Mundo da emissora junto com a SBT (Imagem: N Sports)

Se a CazéTV busca se aproximar de um modelo mais jornalístico sem abandonar a linguagem que a tornou popular, as crônicas de Fernanda Gentil podem ser uma das principais ferramentas para alcançar esse objetivo. Em participação nos programas de divulgação da cobertura, a jornalista confirmou que produzirá crônicas durante a Copa do Mundo, retomando um formato que já marcou sua participação em grandes eventos esportivos, especialmente nos Jogos Olímpicos.

Nas Olimpíadas, Gentil se destacou ao transformar histórias paralelas em alguns dos conteúdos mais lembrados da cobertura. Em vez de focar apenas em resultados e entrevistas, suas crônicas buscavam retratar emoções, personagens anônimos, familiares de atletas e situações que passariam despercebidas em uma cobertura tradicional. O formato dialoga diretamente com a proposta da CazéTV de aproximar o público dos acontecimentos através de narrativas mais humanas e menos engessadas.

Durante a Copa, a tendência é que essas histórias apareçam nos bastidores da Seleção Brasileira, nas arquibancadas e nas ruas das cidades-sede. Em um torneio que será disputado em três países diferentes e reunirá a maior quantidade de seleções da história da competição, as crônicas de Fernanda Gentil podem servir como um contraponto ao noticiário diário, mostrando aspectos do Mundial que normalmente não ocupam espaço nas transmissões ao vivo.

A Copa de 2026 marca um dos momentos mais importantes da carreira de Everaldo Marques. Escolhido para narrar os jogos da Seleção Brasileira após o afastamento de Luís Roberto por motivos de saúde, o narrador não escondeu a dimensão que atribui ao desafio. Em publicação nas redes sociais, afirmou que narrar o Brasil em uma Copa do Mundo é “o topo da montanha para qualquer narrador” e relembrou que esse era um sonho que carregava desde a infância. Everaldo também dedicou a oportunidade a Luís Roberto, a quem chamou de “capitão” e referência profissional.

A escolha também representa uma mudança importante para a Globo. Historicamente, a emissora construiu sua relação com as Copas do Mundo através de vozes marcantes. Durante décadas, Galvão Bueno foi a principal trilha sonora das campanhas da Seleção Brasileira. Depois de sua saída, Luís Roberto assumiu esse papel e se consolidou como a principal voz do esporte na emissora. Agora, pela primeira vez, Everaldo terá a responsabilidade de conduzir a narrativa dos jogos da seleção no maior evento do futebol mundial.

Mais do que narrar partidas, Everaldo chega à Copa com a missão de representar uma nova fase da Globo. Conhecido pela versatilidade e pela capacidade de transitar entre diferentes modalidades esportivas, o narrador se tornou um dos profissionais mais populares da emissora nos últimos anos. Caso o Brasil faça uma campanha histórica, existe a possibilidade de que a Copa de 2026 seja lembrada não apenas como sua estreia à frente da Seleção, mas também como o momento em que uma nova voz passou a ser associada às grandes conquistas do futebol brasileiro.

Poucos personagens da televisão brasileira possuem uma relação tão forte com a Copa do Mundo quanto Galvão Bueno. Sua voz esteve presente em títulos, eliminações, gols históricos e momentos que marcaram gerações de torcedores. Por isso, quando anunciou durante a Copa de 2022 que aquela seria sua despedida dos Mundiais, muitos acreditaram que o ciclo havia chegado ao fim.

Quatro anos depois, porém, Galvão está de volta. Agora como principal nome da parceria entre SBT e N Sports, o narrador retorna ao torneio justamente no momento em que as transmissões vivem uma das maiores transformações de sua história. Enquanto Globo e CazéTV apostam na renovação de linguagens e profissionais, o SBT escolheu olhar para o passado e utilizar a figura de Galvão como símbolo de sua cobertura.

A volta do narrador cria uma narrativa que vai além dos jogos. Se em 2022 a despedida parecia definitiva, a Copa de 2026 mostra que a relação entre Galvão Bueno e o Mundial continua difícil de encerrar. Aos 76 anos, liderando mais uma cobertura internacional e carregando o peso de décadas de história, o narrador entra em campo acompanhado por uma pergunta que deve surgir durante todo o torneio: será que essa é, de fato, a última Copa de Galvão Bueno?