Copa Feminina 2027

Linha do Tempo de Marta Rumo à Copa do Mundo de 2027

Retorno à Seleção e os Amistosos contra os EUA mostram que a Rainha continua sendo decisiva aos 40 anos

Por Paula de Milano
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

O ano de 2025 foi mais um capítulo marcante na história do futebol feminino. Na final da Copa América, realizada no Equador, a Seleção Brasileira perdia para a Colômbia quando Marta saiu do banco de reservas no segundo tempo. Aos 39 anos, a camisa 10 marcou dois gols salvadores, forçou a prorrogação no empate em 4 a 4 e garantiu o título nacional na disputa por pênaltis. Consagrada como a melhor jogadora do torneio mesmo sem ser titular absoluta, a craque deixou claro que sua coroa de Rainha permanece intacta. Desde aquela conquista, ela não havia mais sido convocada, criando um hiato que alimentou a principal dúvida na mente do torcedor brasileiro: Marta chegará à Copa do Mundo de 2027?

O mistério começou a ser respondido neste mês de junho, quando o técnico Arthur Elias promoveu o retorno da atleta para os amistosos contra os Estados Unidos. O reencontro com a torcida exigiu cautela física. No primeiro jogo, realizado no dia seis, Marta permaneceu no banco de reservas sabendo que não entraria em campo, já que cumpria um cronograma de recuperação de um edema na coxa esquerda. A volta aos gramados ocorreu de fato no dia nove, quando a Rainha entrou na reta final do confronto substituindo Tainá Maranhão.

Apesar da minutagem reduzida, a jogadora provou que seu papel de liderança e capitã vai além da atuação dentro do jogo. Ao final do segundo amistoso, Marta assumiu o protagonismo fora de campo e utilizou os microfones na Arena Castelão para fazer críticas à arbitragem. Na ocasião, a camisa 10 cobrou publicamente uma postura padrão FIFA da organização, argumentando que o nível do apito precisa estar à altura da preparação que a Seleção Brasileira vem realizando para o Mundial.

Mesmo caminhando para os 41 anos no próximo ciclo, Marta continua sendo o principal referencial técnico do país, e a admiração por sua carreira transcende a própria rivalidade histórica com os Estados Unidos, a seleção mais vitoriosa do futebol feminino. Em entrevista à Agência Brasil, Lindsay Heaps, capitã da equipe norte-americana, elogiou abertamente a dedicação da brasileira. Segundo a defensora, a maneira como a Rainha encara o jogo vai muito além da técnica, destacando que ela possui uma mentalidade vencedora.

A escalação definitiva para a Copa e, consequentemente, a despedida dos gramados, ainda dependem de variáveis que nem a comissão técnica consegue prever. Em entrevista concedida à AFP em janeiro, o técnico Arthur Elias admitiu que conta com o bom momento da atleta, mas foi cauteloso ao dizer que o futuro da camisa 10 ainda é uma incógnita que só o tempo poderá responder.

Caso o plano se concretize, a Copa do Mundo de 2027 representará o fechamento perfeito para uma trajetória histórica. O torneio marcará a primeira vez que o Brasil será a sede oficial da competição, permitindo que a Rainha se despeça do maior palco do futebol em casa. Além disso, se entrar em campo, Marta disputará sua sétima Copa do Mundo, uma jornada iniciada em 2003, ampliando a história da atual maior artilheira da história dos Mundiais, dona da marca de 17 gols.